Incandescente (2019)

Na trama, homens e mulheres, idosos e adoecidos, veem o Clube de Bocha onde passaram grandes momentos de suas vidas se transformar em um complexo hospitalar, no qual muitos deles se tratarão de suas enfermidades. No espetáculo, atores e atrizes realizam um complexo jogo épico-dramático através de uma comédia social que irá lida com humor e crítica com questões relacionadas às políticas de saúde no Brasil. Trata-se do segundo espetáculo da Trilogia Colapsos Institucionais.

Do Ensaio para o Baile (2017)

 

Do Ensaio para o Baile aborda uma instituição educacional pública na década de 1990, com o intuito de impulsionar uma discussão sobre as transformações institucionais no sistema educacional do estado de São Paulo nessa época e suas possíveis relações com o atual colapso educacional, mostrado nas recentes ocupações nas escolas estaduais no ano de 2015. Cenas fragmentadas de um cotidiano jovem anunciam o sentimento de expectativa pelo último momento de relação desses jovens com a instituição escola. Os diálogos são parte de uma dramaturgia que se completa no encontro com as outras linguagens presentes na encenação: nas relações políticas e temporais propostas pela narrativa audiovisual; na ampliação da percepção dos sentidos do texto visualmente dilatadas pelo movimento da dança; e no apontamento da realidade atual (caótica e complexa) proposta por seis números musicais. 

Palpitação (2016)

 

Através de décadas de uma relação entre uma prostituta e um marinheiro, o espetáculo conta a transformação de um vilarejo em uma cidade. O abandono da pesca pela industrialização do vilarejo em uma cidade de processamento de arroz traz um questionamento sobre a expansão dos territórios e a influência dos processos de modernização diante da natureza e em suas influências nos lugares intuitivos e afetivos do homem contemporâneo.

Este espetáculo marca também a etapa de transição entre as pesquisas estéticas e dramatúrgicas da Trupe: finaliza-se a Dramaturgia dos Moleques e iniciam-se os Colapsos Institucionais.

Celofane (2015)

 

Celofane é um conto de fadas urbano, apresentado a partir do olhar de uma menina capaz de transformar o mundo ao seu redor. Na sua imaginação, um mendigo vira um Palhaço e uma drag-queen sua Fada Madrinha. Os personagens partirão em uma viagem rumo à “Cidade de Celofane”, desbravando as ruas cinzas de uma grande metrópole e transformando-a em um lugar colorido e especial. Trata-se da primeira imersão da Trupe dentro do universo infantil, refletindo sobre as formas do teatro para a infância.

Peter em Fúria (2014)

 

O assassinato em uma favela serve como fio condutor da trama de Peter em Fúria. Ao longo da história, os personagens revelam seus  anseios, criando um paralelo entre sonho e realidade. Livremente inspirado na obra de J. M. Barrie, o dramaturgo partiu de signos extraídos do conto. Assim, construiu a sua versão para a lenda de Peter Pan através de uma metáfora dramática.

Peter em Fúria é um dos trabalhos mais conhecidos do Teatro de Torneado, tendo sido apresentado em diversos festivais nacionais, como o Proscênio (Indaiatuba-SP), o FETO (Belo Horizonte - MG) e o FIT-Bahia (Lauro de Freitas - BA). Nesses festivais, a Trupe recebeu diversas premiações. A editora Giostri publicou a dramaturgia de William Costa Lima em 2016.

O Girador (2012)

 

A história de O Girador se passa num depósito de achados e perdidos criado por um casal de ex-artistas circenses: Perpétuo e Armena. Com o passar do tempo, o casal envelhece e os objetos se acumulam ao seu redor. A história é contada pelas filhas do casal, que tiveram o amor dos pais negligenciado durante a vida inteira. Existe uma estreita relação entre os objetos perdidos e as memórias das personagens que, por momentos, servem para estarrecer, assombrar, divertir ou até mesmo consolar aqueles que compartilham dessas histórias.

Refugo (2009)

 

Montagem a partir do texto da dramaturga inglesa Abi Morgan. Em seu aniversário de onze anos, Kojo passa por grandes transformações. Sua família é assassinada por guerrilheiros de uma facção que é fruto da guerra civil instaurada em seu país, Costa do Marfim. Aos catorze anos é mandado por um tio ao Reino Unido. Neste país, Kojo é encaminhado para um abrigo de crianças refugiadas, compartilhando da realidade de outras crianças que perderam sua pátria em decorrência de conflitos mundiais. Uma história sobre infância perdida e um assassinato cometido no Reino Unido por uma criança africana.

Dias de Campo Belo (2009)

 

Dias de Campo Belo conta a história de uma jornada interior, um passeio pelas memórias e sonhos de personagens masculinos que, por alguns instantes, tentam modificar o curso de sua existência e colocar em relevo tudo o que passou despercebido. Amigos, irmãos, primos, pais e avós que, em seus tantos encontros ao longo da vida, tentam voltar às suas raízes e reafirmar pactos, sem perceber a força social e histórica que age sobre as rupturas e pequenas ditaduras cotidianas.

 
Primavera (2008-2016)

 

A história se passa em uma instituição fictícia, criada a partir de uma leitura do adolescente contemporâneo, buscando um diálogo comum ao adolescente suscitado no texto O Despertar da Primavera de Frank Wedekind, escrito em 1891. Em uma instituição apontada como modelo de pedagogia educacional, adolescentes esperam o despertar da primavera. Esse despertar, mais do que a chegada de uma estação, passa a representar o encontro com o novo, e os riscos que temos de assumir diante dos caminhos e escolhas que a vida nos aponta. Escolhas políticas, sociais, sexuais, religiosas e morais.

O espetáculo, originalmente concebido em 2008, teve uma remontagem no ano de 2016, com elenco composto por jovens artistas da cidade de Ribeirão Pires, marcando a inauguração do Sítio Cultural Alsácia.

Menina de Louça (2006)

 

Menina de Louça é um espetáculo que teve estreia em 2006 e inaugurou a primeira pesquisa da Trupe Teatro de Torneado, intitulada “A Dramaturgia dos Moleques”. A peça tem como ponto de partida a lenda urbana da loira do banheiro para falar das questões e conflitos que permeiam a passagem da adolescência para a vida adulta. O monólogo procura falar sobre o processo de amadurecimento dos jovens de forma crítica.

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