Roda democrática discute novas posturas após aprovação pela Diretoria de Ensino e traz apontamentos para o calendário de 2020

14/11/2019

A Escola Atemporal de Artes se reuniu em duas tardes de domingo, na Biblioteca Municipal Olavo Bilac, em plena Mostra de Teatro de Ribeirão Pires, para realizar a primeira Roda Democrática após a aprovação do curso pela Diretoria de Ensino. Os temas discutidos versaram entre novas posturas necessárias a serem assumidas por todos seus integrantes que dialoguem entre comunitário e teatro, o processo de finalização do espetáculo “Cultuar”, a admissão de mais três aprendizes e apontamento dos novos projetos para o ano de 2020.

A Roda Democrática é o momento em que as integrantes da Escola Atemporal tem a oportunidade de refletirem em conjunto os novos rumos da Escola. Normalmente é o momento em que relemos nosso estatuto em conjunto e buscamos consonância com o que praticamos no nosso dia-a-dia com o que está escrito nesse documento. No dia 03 de novembro, começamos o dia tentando entender como posturas silenciosas são capazes de atrapalhar o diálogo entre todos e atravancar o processo artístico. A ideia é que a comunicação com sinceridade seja a chave para que nossa escola não se desconecte. 

Logo após, os integrantes da Roda foram divididos em quatro grupos, com cada grupo com um tema sugerido pela nossa coordenação pedagógica. Falamos sobre a continuidade da nossa formação, nossa grade curricular e sobre cidadania para compreendermos a escola que queremos. Tentamos definir o calendário do processo final do Cultuar, a sua temporada no próximo ano, as mudanças de posturas necessárias para finalizar esse processo e qual será o impacto em nós e nos outros à partir disso. Discutimos sobre a relação comunitária que temos com os espaços por onde passamos e o qual foi a aprendizagem dessas experiências. Por fim, nos debruçamos sobre a dramaturgia do Cultuar para compreender onde exatamente estamos no processo, se nos perdemos em algum momento e se sim, porque nos perdemos. Cada grupo apresentou seu parecer sobre os temas levantados na Roda e a sensação que tivemos foi que apenas um dia para se discutir tudo era pouco tempo. Era necessário mais.

Tivemos a continuação e conclusão dessa Roda Democrática, no dia 10 de novembro, exatamente um domingo depois daquele que nos reunimos pela primeira vez e agora, mais cientes do que estávamos fazendo após uma semana de reflexão, pudemos finalizar de forma bem produtiva a nossa Roda. Fomos à prática e nossa discussão partiu da organização do nosso calendário para 2020. Então, definimos nossa sequência final de ensaios do "Cultuar" e delimitamos até o final de fevereiro para que apresentemos o resultado artístico final do processo, lidando com a realidade do que temos até agora como dramaturgia e o quanto falta para finalizarmos. Para além do "Cultuar", surgiu nossas primeiras conversas sobre novos projetos pós-"Cultuar" para 2020. Serão estudados textos e projetos que contemplem turmas menores, duplas e até processos solos. É o momento em que trabalharemos linguagens e cada integrante em consonância com o seu histórico apresentado até agora. 


Com a oficialização do nosso curso de artes como curso técnico, algumas mudanças foram apontadas: registro de atas dessas rodas, organização de calendário, matrícula de novos aprendizes no Sistema Eletrônico e a importância de nos reunirmos de tempos em tempos em busca de entender melhor a instituição que vivemos. A Roda Democrática tem a importância de nos fazer perceber o espaço que estamos ocupando de forma mais coletiva e assim seguimos para um 2020 que promete grandes voos. 

 
Aprendizes da Escola Atemporal de Artes realizam leitura dramática nos 20 anos da Cia. do Nó

20/08/2019

Há três meses e auxiliados pelos orientadores William Costa Lima, Thais Moura e Marc Strasser, os aprendizes da Escola Atemporal de Artes Adriano Galvão e Mateus Izaan se aventuraram em suas jornadas iniciais de formação artística para as artes cênicas. Como primeiro percurso, estão passando pelo realismo como base formativa inicial e deflagradora dos campos poéticos do teatro e suas possibilidades. 

 

Essa atenção e cuidado com o indivíduo tem sido muito raros nas formações de artistas no Brasil e na formação da Escola Atemporal de Artes foi reconhecida uma importante necessidade de fortalecer indivíduo logo em seu processo inicial, colocando-o em contato com as linguagens já estabelecidas dentro de suas tradições para depois provoca-lo em processos coletivos. 

 

Para esse primeiro e inicial estudo da trajetória de formação desses dois aprendizes foi escolhido o texto “Novas diretrizes em tempos de paz” do autor brasileiro Bosco Brasil. No texto, em tempos de guerra, um ator polonês tenta conseguir o visto para morar no Brasil e recomeçar sua vida. Nessa montagem, os dois jovens aprendizes de teatro irão se debruçar sobre as reflexões acerca desse social e importante texto de Bosco Brasil. 

 

A Escola Atemporal de Artes é uma escola técnica profissionalizante de formação nas artes cênicas com gestão democrática e tem sua sede no Sítio Cultural Alsácia na cidade de Ribeirão Pires.

 

Duração: 60 minutos

Classificação indicativa: 12 anos

Quando: 07 de setembro

Quanto: R$ 10

Onde: Sede da Cia do Nó

Rua Regente Feijó, 369, Vila Assunção, Santo André, Telefone: 4436-7789

Conversa entre os aprendizes da Escola Atemporal de Artes sobre a abertura de processo do espetáculo "Cultuar" no sesc santo andré

01/05/2019, por Lucas Araújo, aprendiz de teatro da Escola Atemporal de Artes.

 

Pelos jardins e quintais do Sítio Cultural Alsácia, muitos aprendizados e conversas transcorrem. É comum que após as aulas e apresentações aprendizes conversem sobre suas emoções e experiências. E é assim que acontece esse pequeno relato: na escuta de um aprendiz com o outro. O aprendiz Lucas Araújo relatou aqui as palavras do aprendiz Alexandre Manente sobre a abertura de processo do espetáculo Cultuar: Ritos e Cânticos em Desapercebidas Histórias de Picuinhas durante o projeto Cenas Centrífugas do SESC Santo André. 

Lucas: O que falar sobre essa experiência?

 

Alexandre: Sem sombras de dúvidas é uma das experiências mais ricas que tive e estou tendo o prazer de fazer parte. Hoje em cena, olhando para o rosto de cada uma pessoa ali sentada nos assistindo, consigo lembrar dos primórdios, das primeiras conversas que o elenco propôs, dos primeiros direcionamentos dado pelo diretor William Costa Lima, as lembranças vem, a emoção bate na porta do meu eu, mesmo sabendo que há coisas para se criar, para refazer, a emoção de estar ali presente se torna bárbaro!

Lucas: Já no terceiro dia de apresentação, dou conta de como o público está reagindo ao espetáculo, como todo o enredo e a narrativa de cada um, se entrelaçam entre fábula e experiência vivida. Ao final de cada apresentação, fazemos um debate com os espectadores e temos acesso a um conteúdo muito íntimo compartilhado pela plateia, através de suas memórias. São histórias tão emocionantes e tocantes como a dramaturgia do espetáculo, que por si só acessa nosso profundo e sincero imaginário. Alexandre, onde essa experiência mais lhe toca?

 

Alexandre: A nostalgia me pega em um lugar muito profundo. Desde que entrei neste projeto, eu me senti familiarizado com toda a história. É emocionante passar pelas cenas e afirmar que muito do que acontece em cena aconteceu comigo na vida! Quando apresentamos, vejo o outro se identificar e se emocionar, então percebo o quanto o público se aproxima do enredo. Eu fico relembrando várias coisinhas que já fiz, como a cena do "jardim da mãe Ana", que me lembra da minha avó.", conta ele com seus olhos emocionados.

Lucas: Fale mais sobre sua relação com o teatro e o espetáculo Cultuar. 

 

Alexandre: Esta é minha primeira vez no teatro, e é de uma imensa alegria e felicidade estar em cena, pois era algo que eu via apenas na televisão. Poucas vezes tive o acesso ao teatro, justamente por ter crescido com a ideia de que o teatro não é algo para nós, da classe baixa da sociedade. Por isso, estar e fazer parte deste teatro é tão gratificante, pois todos tem acesso, não privamos ou restringimos ninguém de assisti-lo. Acredito e posso dizer que a Escola Atemporal de Artes também acredita fielmente que o teatro é um espaço de reflexão do agir humano, então não tem sentido algum, de não colocar o humano ali para pensar, chorar, rir e imaginar conosco.

Lucas: Faço as palavras de Alexandre as minhas: entendemos as lágrimas do público aos seus relatos, entendemos as suas angústias guardadas e as suas saudades compartilhadas. Um espetáculo para família, um espetáculo para o humano! E fica aqui o convite para acompanhar nossas três próximas apresentações de abertura do processo dentro do projeto: Cenas Centrífugas do SESC Santo André.

Ainda não teve a oportunidade de assistir ao Cultuar: Ritos e Cânticos em Desapercebidas Históritas de Picuinhas? Temos ainda mais três apresentações: dias 7 e 14 de Maio (terças às 20h00) e 18 de Maio (sábado, às  19h00). O endereço do Sesc Santo André e Rua Tamarutaca, 302, Vila Guiomar, Santo André. Maiores informações: (11) 94794-4669.

Escola Atemporal de Artes realiza abertura de processo no Sesc Santo André

04/04/2019

Nos meses de Abril e Maio de 2019, a Escola Atemporal de Artes se locomove até o Sesc Santo André para realizar a abertura de seu primeiro resultado cênico: “Cultuar: Ritos e Cântico em Desapercebidas Histórias de Picuinhas”. A atividade fará parte da residência artística Cenas Centrífugas, idealizada pelo Sesc Santo André. Além do Teatro de Torneado e da Escola Atemporal de Artes, farão parte da residência a Cia. Munguzá e a Coletiva Pássaro com Cabeça de Mulher.

 

O cenário do espetáculo ficará aberto para visitação do público durante toda a residência, e serão realizados ensaios abertos do espetáculo em determinados dias da semana. O público poderá ver um pouco como é realizado o processo de direção de cena e direção de atores. Será uma oportunidade de ver também o trabalho do Orientador William Costa Lima, pedagogo que iniciou a construção da pedagogia da Escola em 2005.

 

Além do cenário e das atividades de ensaios abertos, funcionará na instalação um museu das antigas cenografias dos espetáculos da Trupe Teatro de Torneado, haverão processos formativos com artista dos três coletivos, e um ateliê aberto para a leitura do espetáculo “Transe”, dramaturgia de Márcio Castro.

 

Venha conferir nossa residência!

 

Para mais informações, acesse o site do Sesc Santo Andre aqui.

Aprendizes e Orientadores discutem sistema de contribuições não-financeiras

12/02/2019

Com o avanço da legalização de nossa escola técnica, torna-se necessária também a sistematização de algumas demandas de gestão, tanto para cumprir as exigências dos órgãos reguladores quanto para melhorar o trabalho em equipe. Neste começo de ano, alguns aprendizes, juntamente com o Orientador de Gestão Marc Strasser, começaram a organizar o sistema de contribuições não financeiras da Escola Atemporal de Artes.

 

“Este sistema permite que aprendizes consigam enxergar o que acontece além da cena, colocando-os em situações de demandas reais de produção. Esta também é uma forma de democratizar o acesso à Escola, pois estas contribuições não-financeiras fazem parte da mensalidade escolar”, conta o Orientador.

 

Dentre as possíveis atividades, as e os aprendizes podem contribuir na parte de produção, tanto da Escola Atemporal de Artes, quanto do Sítio Cultural Alsácia e da Trupe Pequeno Teatro de Torneado. Também é possível gerenciar os ateliês do Sítio ou oferecer atividades artísticas dentro da programação cultural, o que permite também que os alunos possam cumprir parte das atividades da matéria Escambos, obrigatória da grade curricular.

 

É assim, pensando de forma comunitária, que formamos nossas redes de parcerias e conseguimos oferecer às e aos aprendizes uma visão atualizada do mercado das Artes Integradas, para além de sua formação técnica em cena. E estamos com vagas abertas para nosso processo de ingresso. O primeiro passo é enviar um e-mail para escolaatemporaldeartes@gmail.com nos contando por quê você deseja cursar nossa escola. Corra que as vagas estão acabando!

A aprendiz Jade Valéria conta um pouco sobre seu processo de gravidez e como lidar com o processo na Escola Atemporal de Artes

11/12/2018

Os processos pedagógicos dentro da Escola Atemporal de Artes procuram respeitar os tempos de seus e suas aprendizes, tomando o cuidado de conciliar a individualidade de cada um com o desenrolar coletivo das aulas e criações. A aprendiz Jade Valéria, que está na fase de criação e montagem do espetáculo “Cultuar”, nos conta um pouquinho sobre este processo, pois ela está há pouco menos de duas semanas de trazer ao mundo a Amelie.

 

“Estar grávida é uma sensação muito diferente, desde o inicio. É uma mudança tanto física quanto mental. Você começa a tomar mais cuidado com as coisas, a zelar mais pela saúde. A minha gestação está sendo muito tranquila, não tive muitos problemas com os ensaios. Consigo fazer esforço físico, sem exageros, e está sendo tudo muito tranquilo.”. Agora nesses últimos dias de gravidez, a equipe da Escola tem auxiliado Jade buscando e levando-a para a sua casa. 

 

“O que pega mesmo é o tempo, é um plano de vida novo. Como vai ser para levar ela para os ensaios, para as apresentações?”, questiona Jade. “Eu quero ter ela por perto, e quero também continuar com a minha vida, junto com ela. Quero pensar como fazer com que ela faça parte disso tudo. Não quero prejudicar nem o projeto e nem o crescimento dela. Agora é pensar em fazer teatro e ser mãe no mesmo ambiente”. No espetáculo “Cultuar”, Jade interpreta Ana, uma mulher mineira que cuida de uma família muito numerosa. “A minha personagem engravida 15 vezes. Como pra mim é uma coisa muito nova, eu ainda não sei o que é ter um filho. Eu vou começar a pegar isso agora. Acho que vou conseguir pegar essa experiência como mãe e colocar nessa personagem”.

 

A Amelie está programada para nascer ainda esse ano. Vamos ficar atentas e atentos para receber essa nova pessoa e dar o suporte para a Jade continuar com seu ofício como artista das artes cênicas!

Escola Atemporal faz preparativos para a segunda Festa Dionisíaca

21/11/2018

Aprendizes da Escola Atemporal de Artes estão correndo para deixar todos os preparativos prontos para a Festa Dionisíaca, que acontecerá nesse sábado, dia 24 de novembro e irá até o começo da manhã do dia 25. Essa é a segunda edição dessa festa, e tem como tema o deus Dionísio, deus grego da natureza, da fertilidade e do teatro. E este é um momento muito propício para ele ser homenageado por nossa Escola. “Esse é um momento de muita alegria. Esse ano, tudo está tomando forma: o espetáculo está com as primeiras experimentações cênicas, a escola está com a documentação em avaliação para se tornar uma escola de formação técnica, e duas lindas crianças foram geradas, a Úrsula e a Amélie, que pode chegar a qualquer momento!” comenta a aprendiz e responsável pela festa, Karine Evelyn.

 

Dentro da Escola Atemporal de Artes, consideramos fundamental o aprendizado em comunidade, e a organização de eventos abertos à comunidade, com um viés artístico e cultural, é inclusive parte da grade curricular dos e das aprendizes. Segundo a aprendiz Letícia Carmona: “A festa é algo que nos estimula a botar a mão na massa e começar a angariar fundos para a criação do nosso primeiro espetáculo.”

 

Ainda dá tempo de se programar para vir partilhar conosco esse momento. Se quiser mais informações, entre em contato com a aprendiz Karine Evelyn, através do telefone (11) 97489-8296.

Escola Atemporal de Artes caminha rumo ao seu reconhecimento como escola técnica

15/10/2018

Esta semana será uma semana de muito esforço para toda a comunidade escolar da Escola Atemporal de Artes. Além da continuidade do primeiro processo da escola, “Cultuar”, que está em fase final da dramaturgia e já na montagem das cenas, uma parte das e dos aprendizes estão, junto à gestão da escola, finalizando a documentação para submeter a Escola à avaliação da Diretoria de Ensino de Mauá, órgão subordinado ao Ministério da Educação. 

 

Estamos caminhando para a reconhecimento técnico da Escola, o que permitirá à e ao aprendiz ter um diploma reconhecido como curso técnico profissionalizante. Acreditamos que é fundamental que nossa escola dialogue com as questões burocráticas de nosso entorno, e um diploma de curso técnico profissionalizando dará às e aos aprendizes concluintes uma ferramenta técnica para a sua colocação no mercado de trabalho.

 

Os primeiros esboços dos documentos foram construídos a partir das Rodas Democráticas da Escola. Em seguida, foram sistematizados pelo corpo gestor da Escola, entregue novamente às e aos aprendizes, que colocaram suas impressões. Nos últimos dois meses, foram verificados os requisitos e toda a documentação para entrar com a solicitação da Escola enquanto espaço que ofereça curso técnico profissionalizante de nível médio. Esperamos que até sexta feira tenhamos todos os itens necessários. As aprendizes que ocupam a Secretaria da Escola fizeram uma revisão final do Projeto Pedagógico, juntamente com outros três aprendizes que estão se formando em Pedagogia pela Universidade de São Paulo.

 

Com esse processo aprovado, teremos o curso de Formação Técnica em Teatro já aprovado. Queremos oferecer outros cursos, dentre eles um curso que faça uma associação entre Arte e Saúde. Aguardem novidades!

Escola Atemporal inicia época de montagem de seu primeiro espetáculo

21/08/2018

Após um ano e meio de muita criação, aulas das mais variadas possíveis e diversos encontros reflexivos, chegou a hora das aprendizes da Escola Atemporal de Artes iniciarem seu primeiro processo de montagem de um espetáculo. Serão mais de 30 jovens artistas em cena em uma peça-ritual.  

 

As duas turmas agora se juntaram para produzir o espetáculo Cultuar, que irá contar a história da música sertaneja tendo como plano de fundo a vida de uma numerosa família mineira. O texto é assinado por William Costa Lima, e narra a “dramaturgia da picuinha”, isto é, os pequenos enlaces cotidianos entre as pessoas dessa família. Os personagens tiveram inspiração no álbum de família de William, que foi se misturando durante o processo com as narrativas contadas por cada aprendiz.

 

Agora o desafio é colocar tudo isso em uma montagem. Ao mesmo tempo em que todos vão entendendo seu papel dentro da cena, estão pesquisando a melhor forma de contribuir para a produção do espetáculo: na construção do cenário, no planejamento da iluminação, na confecção dos figurinos. A estreia está planejada para o final deste ano, então não percam a oportunidade! Para mais informações, nos envie um email: escolaatemporaldeartes@gmail.com.

Em junho acontecerá a terceira roda democrática da escola atemporal de artes

04/06/2018

Desde sua criação, em 2017, a Escola Atemporal de Artes, com a colaboração de seus jovens aprendizes, tem caminhado rumo à experimentação de uma pedagogia comunitária e sua sistematização, e graças às rodas democráticas, essa discussão tem ampliado seus horizontes. A Terceira Roda Democrática da Escola Atemporal de Artes irá ocorrer no domingo, dia 24 de Junho. 

 

No último encontro, que aconteceu no dia 15 de novembro de 2017, a Escola se reuniu para discutir, dentre diversos assuntos, a sistematização do percurso curricular e o reconhecimento da Escola pelo Ministério da Educação (MEC). Nesse semestre, será um tema bastante presenta nas discussões a finalização das duas primeiras experiências da Escola, baseadas na linguagem do Teatro, e que terá como produto as montagens e temporadas de estreia dos espetáculos História Proibida Cultuar. Além disso, será organizado também um pequeno ensaio sobre a pesquisa que permeou estas experiências, intitulada Corpo Ancestral, Corpo Político.

 

Após essas estreias, está planejada uma nova experiência, sendo que a linguagem central será o Cinema, e o produto gerado será a produção de um longa-metragem. Nessa nova experiência, tanto aprendizes das duas turmas como novos aprendizes poderão participar, dando continuidade em seu processo formativo dentro da Escola, que acontece de maneira singular. Nessa Terceira Roda Democrática, serão também trazidas reflexões sobre o espaço-sede da Escola, o Sítio Cultural Alsácia. Para além de uma formação nas linguagens das Artes, acreditamos que seja fundamental a formação ética e comunitária de todos. Nesse sentido, serão discutidas formas de contribuição de todas e todos aprendizes junto ao espaço do Sítio, e também cada aprendiz refletirá sobre seu processo de desenvolvimento artístico, social e comunitário.

 

Nas palavras da aprendiz Glória Lima, que está em nossa escola desde Maio de 2017: “Esses encontros nos levam a um novo lugar de partilha, estamos caminhando juntos e a cada dia a filosofia que está em cada um vai mudando. O importante é saber o que temos conquistados juntos, e o que podemos fazer para melhorar nossa contribuição como aprendiz, para que o espaço e a pedagogia continuem se mantendo vivos”.

 

Assim como as outras Rodas Democráticas, este será um encontro cheio de surpresas, que promete ser intenso e doce. E vale lembrar que este encontro está sempre aberto à nossa comunidade. Então, se você deseja participar, basta chegar no Sítio Cultural Alsácia no dia 24 e tomar um café com a gente!

camila pan é a nova oficineira da escola atemporal de artes!

21/05/2018

Nesse último sábado dia 19 de maio, recebemos uma nova oficineira em nossa escola. Em vias da finalização de nossos dois espetáculos, Cultuar e História Proibida, a bailarina e coreografa Camila Pan foi convidada a oferecer uma vivência sobre consciência corporal. As(os) aprendizes tiveram a possibilidade de experimentar mais um olhar estético sobre o corpo, que forneceu mais elementos à pesquisa "Corpo Político, Corpo Ancestral", pesquisa que permeia a concepção desses dois trabalhos das turmas. 

 

Essa aula representa não só mais uma parceria com uma pessoa disposta a partilhar do processo de ensino-aprendizagem de nossa escola, mas também significa mais um passo dado em direção ao reconhecimento formal de nosso processo pedagógico. Desde o semestre passado, a Atemporal caminha rumo ao reconhecimento de suas diretrizes junto ao Ministério da Educação, e essa parceria com pessoas como a Camila desencadeia um processo de construção coletiva de projetos, reforçando essa busca por uma educação para as Artes Cênicas onde aprendizes refletem, juntamente com a técnica, seu papel comunitário como agente transformador e provocador da realidade.

 

Em tempos de luta onde a política caminha contra o processo de imersão sobre a poesia humana, onde as dores são reservadas apenas quando se sente, onde não nos permitimos sentir, onde tudo parece utopia, o encontro com pessoas como Camila Pan, em um sábado de manhã frio, alimenta nossa luta em permanecer e tornar nossa ciência visível. Seja bem vinda, Camila, e que tenhamos mais experiências prazeirosas como essa!

Após dois anos, projeto pedagógico da Escola Atemporal de Artes ganha sua primeira versão

23/02/2018

A longa jornada de pesquisa entre jovens aprendizes e orientadores resultou na primeira versão do Projeto Pedagógico da Escola Atemporal de Artes.                                                                                          

 

Desde 2005, o Pequeno Teatro de Torneado vem transitando por diversos lugares da grande São Paulo e instalando bases pedagógicas de formação de artistas. Essas experiências resultaram numa pedagogia própria que, aos poucos, foi constituindo o projeto pedagógico da Escola Atemporal de Artes, uma escola de formação de artistas com princípios democráticos de acesso e permanência onde, uma vez por ano, as(os) próprias(os) aprendizes, em parceria com as(os) orientadoras(es), reconstroem o projeto pedagógico. A primeira versão do projeto pedagógico foi construída com 50 aprendizes participantes das duas primeiras turmas da Escola. A Escola seguiu com a tradição itinerante dos processos pedagógicos da Trupe Pequeno Teatro de Torneado, sem tempo e espaço fixos para a realização de seus processos e conta com a parceria da FUNARTE/SP e do Sítio Cultural Alsácia, este último situado em Ribeirão Pires, onde são realizadas imersões buscando o intercâmbio artístico de todos os processos da Escola e aulas teóricas.

 

As especificidades da Escola Atemporal de Artes está principalmente na singularidade da formação da(o) aprendiz que traça, à sua maneira e possibilidade social, as experiências pedagógicas disponíveis. A(O) aprendiz tem uma carga horária determinada para cumprir dentro de um período variável de acordo com seu projeto de vida. A Escola oferece amplos e diversificados apoios: pedagógico, com o pedagogo e arte-educador William Costa Lima, terapêutico, com a arte terapeuta Maíra Sera, saúde e bem estar com o Dr. em Ciências da Saúde Marc Strasser.

 

Os primeiros resultados da escola poderão ser conferidos durante a primeira Mostra de Resultados com previsão de realização para agosto e setembro de 2018. E nos dias 03 e 06 de março as turmas voltam, concluindo esse projeto e continuando o processo de formação.

Estudos na Escola Atemporal De Artes: Realismo, Naturalismo e Épico

23/02/2018

Assista ao vídeo de uma aula da nossa escola e conheça um pouco sobre a nossa abordagem de linguagens na formação de artistas em teatro.

 

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